Sabe quando a gente fica tentando encontrar diferenças entre gêmeos idênticos? Por mais que eles nos digam que só a mãe sabe diferenciá-los, lá estamos nós, ingenuamente insistindo em localizar um sinal, um traço minúsculo qualquer que os diferencie.
Pois é, o acento diferencial é mais ou menos para isso. Temos um par de palavras homógrafas – iguais na escrita – e usávamos um acento para diferenciá-las. Pelo Novo Acordo, não usaremos mais. É o caso de:
Para: verbo parar. Ela para de falar quando ele chega.
Para: preposição. Já viajei para Londres.
Pelo: substantivo. Meu gato tem pelo branco.
Pelo: verbo pelar. Eu pelo para aprender Matemática.
Polo: substantivo. Os alunos da escola jogam polo aquático.
Polo: substantivo. O polo norte fica no extremo do polo sul.
Pera: substantivo. Eu amo comer pera depois do almoço.
Pera: forma arcaica de per + a.
Mas temos as exceções:
Pôr: verbo
Por: preposição
Pôde: verbo
Pode: verbo
Garanto que vão te confundir bem menos que os irmãos idênticos.